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Casos de câncer ligados ao 11 de Setembro chegam a 57 mil após 25 anos

Os registros reconhecidos oficialmente nos Estados Unidos saltaram de 5.600 para 57 mil em uma década, e a prefeitura de Nova York abriu 170 mil arquivos sobre a resposta aos ataques.

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Imagem ilustrativa: Close-up de nomes gravados no Memorial do 11 de Setembro na cidade de Nova Iorque.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Luke Miller / Pexels

Os atentados às Torres Gêmeas completam 25 anos nesta sexta-feira, 11 de setembro, e o dado mais concreto sobre o que eles deixaram na saúde dos nova-iorquinos é uma conta que não para de subir. Pelo menos 57 mil casos de câncer já foram oficialmente reconhecidos como decorrentes do ar contaminado que tomou o sul de Manhattan, segundo o levantamento mais recente, de agosto.

Há dez anos, os casos reconhecidos eram 5.600. O salto não significa apenas que mais gente adoeceu: ele mede também o avanço dos estudos clínicos, das pesquisas e das ações judiciais que foram, aos poucos, costurando a ligação entre doenças específicas e a exposição daqueles dias.

O que havia no ar era o prédio pulverizado. Quando uma construção daquele porte desaba, ela libera centenas de substâncias capazes de provocar câncer, e a mais frequente delas era o amianto, usado em material de construção e de infraestrutura. Na época, as autoridades municipais garantiram à população que dava para permanecer nas ruas ao redor da área atingida e trataram como secundário o uso de máscara e de outros equipamentos de proteção pelas equipes de resgate.

Depois de duas décadas de pressão nas ruas e nos tribunais, o prefeito Zohran Mamdani, do Partido Democrata, liberou mais de 170 mil documentos que a prefeitura mantinha em sigilo e que expõem falhas naquela resposta.

Entre os advogados que assinam o processo está Matthew McCauley, ex-paramédico e policial aposentado poucos meses antes dos ataques, que ajudou nos resgates sob os escombros e hoje representa sobreviventes e socorristas cujos casos ainda não foram reconhecidos pela Justiça. Em entrevista à Folhapress, ele explicou que o reconhecimento abre acesso a programas públicos de saúde, o que pesa num país onde tratamento médico e plano de saúde custam caro.

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