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Setembro alerta para leucemia e linfoma; INCA prevê 27,8 mil casos ao ano

Cansaço que não passa, febre, perda de peso sem motivo e ínguas são sinais que pedem investigação; o mês também chama doadores de medula óssea para o cadastro do Redome.

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Imagem ilustrativa: Amostras de sangue em tubos de ensaio sobre fundo claro.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: https://kaboompics.com/ / Pexels

Os cânceres do sangue não costumam aparecer com um sintoma próprio e inconfundível. Eles se anunciam por sinais que qualquer pessoa já teve por outro motivo: cansaço que não melhora com descanso, febre, emagrecimento sem explicação, infecções que se repetem, sangramento fácil e ínguas inchadas. No mieloma múltiplo, somam-se dores nos ossos e alterações renais.

O calendário de setembro concentra datas de conscientização sobre leucemia, linfoma e mieloma múltiplo, que atingem o sangue e o sistema linfático. A conta de quantas pessoas isso alcança vem do Instituto Nacional de Câncer: a projeção é de aproximadamente 27,8 mil novos diagnósticos por ano no Brasil, no triênio que vai de 2026 a 2028.

A estimativa anual se reparte entre os tipos. O maior bloco é o do linfoma não Hodgkin, com 12.560 casos; vem em seguida a leucemia, com 12.220; e, bem atrás, o linfoma de Hodgkin, com 3.070. No Paraná, a projeção para 2026 aponta 890 diagnósticos do primeiro grupo, 810 do segundo e 270 do terceiro.

Ao HojePR, o hematologista e oncologista Johnny Camargo, que atende no Instituto de Oncologia do Paraná, afirmou que as três doenças têm comportamentos distintos entre si. É por isso que nenhuma delas se confirma pelo sintoma: o diagnóstico passa por exames de sangue, imagem, biópsia e avaliação da medula óssea.

O tratamento também não é um só. Além da quimioterapia, entram imunoterapia, medicamentos de alvo específico, radioterapia e transplante de células-tronco, conforme o tipo da doença e as condições clínicas do paciente.

Setembro é ainda o mês em que se pede doador de medula. Quando não há parente compatível, a busca corre pelo Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea, o Redome. Segundo Camargo, quanto maior o cadastro, maior a chance de um paciente encontrar alguém compatível quando o transplante for indicado.

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