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Alerta de temporal com vento de 83 km/h e dez áreas de risco em Ponta Grossa

O Simepar aponta um ciclone extratropical e uma frente fria como causa das tempestades previstas para sexta-feira, depois de a cidade acumular 85,4 milímetros em um único dia.

atualizado em 11/09, 05:53 2 min de leitura
Imagem ilustrativa: Cena urbana chuvosa com tráfego e guarda-chuvas durante uma tempestade à noite.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Th2city Santana / Pexels

Ponta Grossa entra na sexta-feira (11) sob alerta de temporal, e a Defesa Civil do município acompanha dez pontos do plano de contingência. Sete deles podem inundar e três podem ceder em deslizamento.

Os pontos sob vigilância ficam nestas localidades:

  • Vila Cipa
  • Boa Vista
  • Vila Margarida
  • Olarias
  • Vila Ana Rita
  • DER
  • Vila Vilela
  • Ronda
  • Vila Lina
  • Vila Santo Antônio

O aviso alcança toda a região dos Campos Gerais. Conforme o Simepar, dois fenômenos se somam: um ciclone extratropical formado sobre o mar, na altura do Rio Grande do Sul, e uma frente fria que sobe pelo Sul do país. Juntos, abrem espaço para tempestade severa no Paraná, com chuva volumosa e rajadas capazes de alcançar 83 quilômetros por hora.

As projeções do instituto para a sexta oscilaram ao longo de quinta-feira, entre 25,5 e 36,1 milímetros na cidade, e o sábado (12) pode passar dos 50. O calor não cede junto: a sexta tem mínima de 17 ºC e máxima perto dos 27 ºC.

O monitoramento ganhou urgência na manhã da quinta-feira, quando a terra cedeu sobre uma casa da Rua República do Panamá, no Ronda. No cômodo atingido dormiam um homem e uma mulher, ambos de 21 anos, e uma criança de cinco. Equipes do Corpo de Bombeiros chegaram a tirá-los de baixo do barro, mas os três morreram.

Entre a meia-noite e as 19h30 daquele dia, as estações do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) mediram 85,4 milímetros em Ponta Grossa. Levantamento do jornal aRede sobre os dados do instituto colocou o município na segunda posição do estado no período, atrás apenas de Campo Mourão, que passou dos 117 milímetros. Nos Campos Gerais, Telêmaco Borba marcou 66,8 milímetros e a Lapa, 60,4. Curitiba ficou em 46,4.

Enquanto o alerta durar, a Defesa Civil pede que ninguém suba em telhados para consertar goteiras, porque a queda é o acidente mais comum nessas horas. Quem teve a cobertura arrancada pelo vento ou quebrada por granizo pode pedir lonas ao Corpo de Bombeiros ou à própria Defesa Civil, para proteger móveis e utensílios até o reparo. Em caso de alagamento, a recomendação é desligar os aparelhos da tomada e levantá-los do chão sempre que der.

O 193 do Corpo de Bombeiros funciona a qualquer hora. Já o plantão da Defesa Civil vai das 8h às 18h, no (42) 3220-1030.

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