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Fiscalização do IAT aplica R$ 5,7 milhões em multas por desmatamento no Paraná

Ação conjunta com o Ministério Público identificou mais de 760 hectares com infrações ambientais em municípios das regiões Central, Centro-Sul e Sudoeste do estado.

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Imagem ilustrativa: Uma visão de plantas trepadeiras exuberantes envolvendo galhos de árvores contra o céu em um denso ambiente florestal.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Miguel Klein / Pexels

Vistorias de campo conduzidas pelo Instituto Água e Terra (IAT) resultaram na aplicação de R$ 5,7 milhões em sanções administrativas por agressões ambientais à Mata Atlântica no Paraná. Os trabalhos integraram a edição de 2026 da Operação Mata Atlântica em Pé, iniciativa executada de forma coordenada com o Ministério Público do Paraná (MPPR) para reprimir o desmate ilegal.

As fiscalizações ocorreram entre os dias 17 e 27 de agosto, concentrando vistorias nas regiões Central, Centro-Sul e Sudoeste. Durante as incursões terrestres, os agentes do órgão ambiental estadual lavraram 392 autos de infração, que abrangeram uma extensão de 760,34 hectares degradados. Entre as irregularidades constatadas figuram intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APP), corte não autorizado de vegetação nativa, danos a coberturas de Reserva Legal e desobediência a embargos administrativos decretados anteriormente.

Entre os episódios de maior extensão apurados pelas equipes está a degradação de 30 hectares no município de Nova Tebas, na região Central, ocorrência punida com R$ 150 mil em penalidades. No município de Prudentópolis, a constatação de corte em 23,69 hectares ensejou autuação de R$ 130 mil. Houve ainda intervenções fiscalizadas em localidades como Pitanga e Santa Maria do Oeste.

O planejamento operacional utilizou cruzamento de imagens de satélite e alertas geoespaciais para nortear as inspeções. Em entrevista veiculada pelo portal HojePR, o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Álvaro Cesar de Goes, destacou que o monitoramento tecnológico serve como balizador prioritário, mas não dispensa a conferência presencial dos técnicos para a confirmação do dano e a devida tipificação legal.

Somando todos os órgãos participantes no território paranaense, a operação vistoriou cerca de 2 mil hectares com suspeitas de crimes contra a flora, totalizando 445 autos e R$ 14,2 milhões em multas. Em escala nacional, a força-tarefa abrangeu mais de 8,3 mil hectares fiscalizados em diferentes estados.

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