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Megaoperação policial no Paraná desarticula rede ligada a furto de gado no Noroeste

Forças de segurança cumpriram 64 ordens judiciais em 16 municípios paranaenses contra grupo investigado por desviar mais de duas mil cabeças de gado e causar prejuízo de R$ 10 milhões.

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Imagem ilustrativa: Gado branco pasta pacificamente em um campo verdejante em Paragominas, Brasil, exibindo uma vida pastoral idílica.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: MELQUIZEDEQUE ALMEIDA / Pexels

Uma ação integrada das forças de segurança estaduais mobilizou mais de 200 policiais civis e militares para combater um esquema de furto qualificado de animais e fraude documental no campo. Segundo apuração divulgada pelo portal HojePR junto à polícia, o grupo criminoso é suspeito de ter subtraído mais de duas mil cabeças de gado na região Noroeste do estado desde 2019, resultando em prejuízos que ultrapassam R$ 10 milhões para produtores rurais.

Ao todo, foram expedidos pelo Judiciário 64 mandados, sendo 17 de prisão preventiva e 47 de busca e apreensão. O contingente operacional utilizou aeronaves do grupamento aéreo e cães farejadores para cumprir as ordens simultaneamente em 16 cidades paranaenses, entre elas Campo Mourão, Astorga, Nova Esperança, Colorado e Paranacity.

Estrutura logística e falsificação de guias

As investigações tiveram início após o desaparecimento de 29 bovinos em uma fazenda localizada em Alto Paraná. A partir desse caso inicial, os órgãos de inteligência identificaram uma rede com divisão clara de tarefas, estimada em cerca de 40 pessoas envolvidas.

O grupo contava com núcleos responsáveis pelo manejo noturno e embarque dos animais nas propriedades, transporte rodoviário interestadual, emissão fraudulenta de guias de trânsito animal e reinserção dos rebanhos no circuito comercial. Mais de 340 ocorrências de crimes rurais semelhantes haviam sido registradas nos últimos anos na localidade.

Impacto na pecuária e enquadramento penal

Além das acusações de abigeato e formação de organização criminosa, os investigados respondem por corrupção passiva e ativa, inserção de dados falsos nos bancos de controle agropecuário, adulteração de veículos de carga e infrações sanitárias contra a saúde pública.

O comando da operação destacou que a desarticulação do esquema traz alívio direto ao setor agropecuário regional, prevenindo perdas financeiras severas e assegurando maior integridade aos mecanismos de rastreabilidade de rebanhos em todo o território paranaense.

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