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CastraPet Paraná também aplica vacina antirrábica em cães e gatos

A raiva continua circulando entre morcegos, e o gato é o elo mais provável entre o ciclo silvestre e o urbano da doença, o que torna a carteirinha em dia uma questão de saúde humana.

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Imagem ilustrativa: Cão deitado na mesa de atendimento sendo examinado por veterinário de luvas
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels

O programa estadual que castra cães e gatos no Paraná, o CastraPet, não para na cirurgia. Ele também distribui a vacina contra a raiva, numa frente de prevenção de zoonoses que protege tanto o bicho quanto quem mora com ele.

A razão é que a doença não desapareceu. As variantes clássicas transmitidas por cães estão sob controle no Brasil, mas o vírus segue vivo no ciclo silvestre, sobretudo entre morcegos. Espécies que se alimentam de sangue e espécies que não se alimentam podem estar infectadas, e a transmissão se dá pela saliva, principalmente na mordida, com menor frequência por arranhão ou pelo contato da saliva com mucosa ou pele ferida.

O gato merece atenção extra. Caçador por natureza, tem mais chance de cruzar com um morcego, e por isso pode virar a ponte entre o que circula no mato e o que chega à casa das pessoas. Conforme o Bem Paraná, a orientação técnica é manter a vacina antirrábica atualizada, inclusive nos animais velhos.

Encontrou um morcego? O que fazer

Morcegos são animais silvestres protegidos por lei federal. As recomendações são estas:

  • Não tocar nem manusear o animal, nem mesmo se ele estiver morto.
  • Afastar crianças e animais de estimação do local.
  • Dando para fazer isso com segurança e sem contato direto, cobrir o morcego com um balde ou caixa, ou fechar o cômodo onde ele está, para que não escape.
  • Não tentar capturar, alimentar nem soltar o bicho.
  • Chamar a Vigilância em Saúde ou o setor de zoonoses do município e pedir a retirada por profissional preparado.

Houve mordida, arranhão ou qualquer contato direto com a pessoa? Lave a região na hora, com bastante água e sabão, e procure uma unidade de saúde para avaliação e, se for o caso, a profilaxia contra a raiva.

Se quem encostou no morcego foi o cão ou o gato, não mexa no animal e avise a vigilância, informando o histórico de vacinação dele. Para evitar que os morcegos entrem, sobretudo pelas janelas, valem telas de trama adequada, sem mexer nos abrigos naturais e sem manejo por conta própria.

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