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Ex-presidentes do STF cobram de Fachin apuração urgente da crise

Treze ministros aposentados assinam uma carta que fala na mais aguda crise da história do tribunal e pede sessão pública para investigar as mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.

2 min de leitura
Imagem ilustrativa: Fachada do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília
Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal, dez deles ex-presidentes da corte, escreveram a Edson Fachin. Na carta, falam em "gravíssimos fatos" cuja divulgação vem corroendo o prestígio e a autoridade do tribunal, a confiança da população e, segundo eles, até a estabilidade das instituições democráticas.

O grupo diz confiar na seriedade, no discernimento e na firmeza do atual presidente para conduzir o que classifica como a mais aguda crise da história do STF. E afirma ter convicção de que ele marcará, com urgência, uma sessão pública para que o plenário determine apuração imediata e rigorosa, com as garantias do devido processo legal.

Assinam o documento Rosa Weber, Eros Grau, Joaquim Barbosa, Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie, Nelson Jobim, Ilmar Galvão, Carlos Velloso, Celso de Mello, Sydney Sanches, Francisco Rezek e Néri da Silveira. Entre eles há indicados por presidentes de perfis opostos, de João Figueiredo a Dilma Rousseff.

A carta veio a público uma semana depois de o Estadão revelar 51 mensagens que o banqueiro Daniel Vorcaro enviou a Alexandre de Moraes.

Conforme o HojePR, o que o jornal descreveu tem cinco frentes. O banqueiro teria pedido repetidamente que o ministro intercedesse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para frear as apurações sobre negócios do Banco Master. Moraes teria participado da edição de um contrato de R$ 131 milhões entre Vorcaro e Viviane Moraes. Havia conversas sobre o banqueiro deixar o país antes de ser preso. Havia cobranças de pagamentos ao escritório Barci de Moraes. E os filhos do ministro receberam cartões de crédito liberados com teto de R$ 300 mil.

Quando a carta foi divulgada, Fachin havia prometido providências sem dizer quais nem quando. No dia seguinte, ele convocou o plenário para uma sessão extraordinária na terça-feira (15) e suspendeu todas as investigações em curso sobre ministros do Supremo.

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