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Relatora da ONU quer que o Brasil corte o comércio com Israel

Francesca Albanese defende sanções para encerrar a ocupação em território palestino e relata os efeitos das punições que os Estados Unidos lhe aplicaram e depois suspenderam.

2 min de leitura
Imagem ilustrativa: Sede das Nações Unidas em Genebra, cercada por bandeiras de vários países
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Mathias Reding / Pexels

A relatora especial das Nações Unidas para a Palestina, Francesca Albanese, defende que o Brasil suspenda todo o comércio que mantém com Israel. Para ela, sanções contra o país são condição para que a ocupação do território palestino termine.

A posição aparece em entrevista publicada pelo Bem Paraná. Albanese ocupa o cargo até 2028 e é acusada com frequência de antissemitismo por Israel e por governos aliados.

Ela própria foi alvo de punição americana. Em julho de 2025, o Departamento de Estado dos Estados Unidos sancionou pessoas que colaboravam com a apuração do Tribunal Penal Internacional sobre a conduta israelense na Faixa de Gaza, e a relatora estava na lista. As medidas caíram em maio deste ano, quando um juiz federal americano concluiu que feriam a liberdade de expressão dela.

Na entrevista, a italiana enumera o que perdeu enquanto as sanções valiam: o visto diplomático para os Estados Unidos foi revogado, o vínculo com a Universidade Georgetown terminou, o apartamento no país foi confiscado, o plano de saúde foi cancelado e a conta bancária, fechada. Ela classifica isso como violação dos privilégios e das imunidades de quem integra o sistema da ONU.

Outro episódio a atingiu em fevereiro. A ONG pró-Israel UN Watch divulgou um vídeo editado em que ela parecia chamar Israel de "inimigo comum" da humanidade. No trecho original ela não cita o país, e depois esclareceu que se referia ao sistema que permite o que chama de genocídio na Palestina. Ainda assim, França e Alemanha pediram sua renúncia.

Desde fevereiro de 2024 ela não pode pisar em Israel, que a declarou persona non grata. O motivo foi uma declaração sua sobre o 7 de outubro: os civis israelenses mortos no ataque do Hamas, disse ela, não foram assassinados por serem judeus, e sim em resposta à opressão praticada por Israel.

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