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Petróleo a US$ 105 empurra Ibovespa para alta de 1,42%; dólar recua

A Bolsa fechou a quinta-feira com 188.268 pontos e o dólar terminou o dia a R$ 5,101, movimento ligado à disparada do petróleo em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã.

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Imagem ilustrativa: Tablet exibindo gráficos financeiros, ao lado de um telefone e uma caneta sobre uma superfície branca
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: AlphaTradeZone / Pexels

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou a quinta-feira (10) valendo 188.268 pontos, com valorização de 1,42%. O dólar seguiu caminho oposto e recuou 0,18%, cotado a R$ 5,101 no fim do dia.

O empurrão veio do petróleo. A commodity passou de US$ 105 pela primeira vez desde maio, e isso melhorou de imediato a perspectiva de receita das empresas do setor. As ações preferenciais da Petrobras subiram quase 2%.

Esse único papel explica boa parte do resultado do índice. Segundo o Bem Paraná, o economista Ian Lopes, da Valor Investimentos, lembrou que a estatal é a segunda maior em peso no Ibovespa, atrás apenas da Vale, de modo que a valorização do barril se transmite ao mercado brasileiro por meio dela.

O preço da commodity subiu por causa do Oriente Médio. Os houthis, grupo iemenita aliado ao Irã, anunciaram nesta quinta ter assumido o controle de Mocha, cidade portuária importante para a saída do petróleo saudita. O objetivo declarado é ampliar o tráfego marítimo por Bab el-Mandeb. Esse estreito, logo abaixo do porto, virou a saída de até 70% do que a Arábia Saudita produz depois que Hormuz foi obstruído. Antes do conflito, por Hormuz passavam cerca de 20% de todo o petróleo e gás do mundo.

O embate entre Estados Unidos e Irã se intensificou nos últimos dias. Na terça-feira (8), forças americanas atingiram cinco petroleiros iranianos. Na quarta (9), a Guarda Revolucionária do Irã disse ter respondido com ataques a dez navios e com mísseis balísticos contra uma base militar dos EUA na Jordânia.

A política interna também entrou na conta. Segundo o Bem Paraná, analistas atribuem parte do movimento à expectativa de que Flávio Bolsonaro apareça à frente de Lula na eleição deste ano. No exterior, a moeda americana teve comportamento inverso ao daqui: o índice DXY, que a compara com outras seis divisas fortes, avançou 0,24%.

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