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IBGE registra dois milhões de profissionais atuando por aplicativos de serviços

Pesquisa da Pnad Contínua revela que o contingente em ocupações como transporte e entregas cresceu quase 37% em três anos, com baixa cobertura previdenciária e jornadas longas.

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Imagem ilustrativa: Close-up de mãos segurando um smartphone com navegação GPS exibida, em um ambiente de carro.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: RDNE Stock project / Pexels

O contingente de brasileiros vinculados a plataformas digitais de serviços alcançou a marca de dois milhões de profissionais, segundo levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, noticiados pelo jornal Bem Paraná a partir de apuração da Folhapress, revelam o avanço acelerado dessas ferramentas no mercado de trabalho nacional.

Mais da metade dessa força laboral atua no transporte particular individual de passageiros por aplicativo, segmento que reúne cerca de 1,1 milhão de motoristas e representa 53,9% do grupo. Na sequência aparecem os entregadores de refeições e encomendas, totalizando 585 mil trabalhadores (29,9%), seguidos por prestadores de serviços gerais, com 313 mil ocupados (16%), e motoristas de táxi vinculados a aplicativos, com 232 mil cadastrados (11,8%). Como os sistemas permitem múltiplos registros, um mesmo profissional pode operar em mais de uma modalidade simultaneamente.

A pesquisa do instituto estatístico aponta que 1,8 milhão de pessoas tinham nas plataformas a sua atividade remunerada principal, correspondendo a 92,1% do total avaliado. Em comparação com o cenário registrado em 2022, esse grupo específico teve uma expansão de 36,8%, o que representa a entrada de aproximadamente 486 mil novos trabalhadores na função primária ao longo de um intervalo de três anos. Outras 182 mil pessoas relataram recorrer aos aplicativos para exercer trabalho secundário voltado a complementar a renda familiar.

Apesar de dinamizarem a geração de renda e abrirem frentes de redução de despesas operacionais para empresas, as plataformas impõem desafios estruturais aos trabalhadores. De acordo com o diagnóstico do IBGE, essa categoria cumpre jornadas semanais habitualmente mais extensas em relação à média dos demais empregados e apresenta níveis inferiores de contribuição para a Previdência Social, permanecendo com menor proteção contra acidentes e afastamentos laborais.

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