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Focus reduz projeção de inflação para 5% e eleva a estimativa do PIB de 2026

O boletim do Banco Central também manteve em 13,75% a aposta para a Selic no fim do ano, às vésperas da reunião do Copom que analistas esperam terminar com novo corte de juros.

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Imagem ilustrativa: Close-up de mãos segurando smartphone exibindo gráficos de ações com laptop ao fundo em uma mesa.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: TabTrader.com app / Pexels

A expectativa do mercado financeiro para a inflação brasileira de 2026 caiu pela segunda semana consecutiva e chegou a 5%, contra 5,01% na medição anterior. O número está no Boletim Focus, levantamento que o Banco Central publica toda segunda-feira com as apostas de instituições financeiras, divulgado no dia 8.

Mesmo em queda, a projeção segue acima do limite superior da meta perseguida pela autoridade monetária, fixada em 3%, com margem de um ponto e meio para mais ou para menos.

Para os juros, os analistas não mexeram na aposta: a Selic deve terminar o ano em 13,75%. Hoje a taxa está em 14%, e a expectativa é de que o Comitê de Política Monetária corte 0,25 ponto percentual no encontro marcado para 15 e 16 de setembro. É essa taxa que serve de piso para o custo do crédito no país, do financiamento imobiliário ao cheque especial.

A projeção de crescimento da economia subiu de 1,92% para 1,93%. A variação é pequena, mas interrompe uma sequência de quedas: foi a primeira alta desde o fim de junho. Para 2028, o movimento foi o contrário, de 1,98% para 1,96%.

A revisão veio uma semana depois de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informar que o Produto Interno Bruto avançou 0,5% no segundo trimestre, ritmo bem menor que o 1,1% dos três meses anteriores. O consumo das famílias, principal motor do indicador, recuou 0,4% no período, o pior resultado desde o trimestre final de 2024, quando caiu 0,6%.

Pelo lado dos preços, o IBGE já havia registrado alívio em julho: o IPCA subiu 0,07%, quarta desaceleração seguida, puxada pela queda no custo dos alimentos. No acumulado de doze meses, o índice ficou em 4,44%.

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