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Autoridades monetárias avaliam integração entre Pix e plataforma de pagamentos da Europa

Estudo preliminar conduzido com o Banco Central Europeu analisa viabilidade técnica e jurídica para viabilizar transferências imediatas e compras em euros via celular.

2 min de leitura
Imagem ilustrativa: Uma imagem de close de uma nota de 10 euros colocada em um smartphone, destacando a moeda e a tecnologia digital.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Engin Akyurt / Pexels

O Banco Central do Brasil iniciou tratativas com o Banco Central Europeu (BCE) para avaliar a viabilidade de conectar o sistema Pix à plataforma TIPS, infraestrutura responsável pelas liquidações de pagamentos instantâneos nos países da União Europeia. As informações foram reveladas por apuração da Folhapress e publicadas pelo jornal Bem Paraná.

Documentos institucionais do órgão monetário europeu confirmam que o plano encontra-se em fase de pré-investigação técnica. Nesse período, equipes especializadas realizam diagnósticos aprofundados sobre os parâmetros jurídicos, os protocolos de segurança cibernética e as exigências operacionais necessárias para garantir a interoperabilidade entre as duas redes financeiras. Em manifestação enviada à Folhapress, a assessoria do BCE confirmou a existência dos estudos preliminares sobre a interligação transfronteiriça.

No âmbito nacional, o tema mobiliza ao menos nove departamentos internos da autoridade monetária brasileira dedicados a desenhar modelos de governança. Em entrevista concedida à Folhapress, o presidente da Associação Nacional dos Auditores do Banco Central do Brasil (ANBCB), Thiago Cavalcanti, pontuou que o arranjo representará uma evolução prática expressiva para os cidadãos. Segundo explicou o dirigente ao veículo de imprensa, a conexão permitirá a viajantes e consumidores utilizarem a própria conta bancária brasileira para quitar compras diretamente em euro, por meio da leitura de QR Code em terminais comerciais europeus, com processamento imediato do câmbio e tarifas transparentes.

As discussões sobre a internacionalização de trilhos de pagamentos ocorrem em um cenário de intensificação dos debates geopolíticos sobre fluxos monetários digitais. Apesar das reuniões internas em andamento entre os corpos técnicos, o Banco Central brasileiro ainda não divulgou posicionamento formal a respeito do cronograma definitivo para a implementação do projeto.

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