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Queijarias de Guarapuava somam 10 medalhas e uma conquista venda no Paraná

A Agroindústria Oliveira recebeu o SUSAF-PR, selo que libera a venda em todo o estado. Antes, a inspeção apenas municipal prendia a comercialização aos limites da cidade.

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Imagem ilustrativa: Peças de queijo em maturação sobre prateleiras de madeira em uma câmara de cura
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Mark Stebnicki / Pexels

Dez medalhas em um concurso que avaliou cerca de 2,5 mil queijos: esse foi o resultado das queijarias artesanais de Guarapuava, produzidas por famílias da agricultura familiar do município.

Na sexta-feira, 4 de setembro, uma delas deu um passo maior. A Agroindústria Oliveira recebeu o SUSAF-PR numa agenda da pasta municipal de Agricultura. O selo autoriza a venda dos produtos dela em todo o território paranaense.

A diferença é de tamanho de mercado. Quem tem apenas a inspeção municipal só pode vender dentro da cidade. Com o selo estadual, e desde que cumpridas as exigências sanitárias, o mesmo queijo pode ser oferecido em qualquer município do Paraná.

Entre as premiadas está a Qfro, com três medalhas: dois bronzes, um deles no queijo colonial, e uma prata no queijo colonial com café. A cerimônia reuniu ainda a queijaria Bella Luz e a própria Agroindústria Oliveira.

Em declarações publicadas pelo G+ Notícias, a produtora Eliane Roni de Oliveira disse que a rotina não é fácil, com o dia começando às cinco da manhã, e classificou o resultado como reconhecimento do esforço.

A diretora do Serviço de Inspeção Municipal, Elizangela Coradassi, afirmou ao mesmo veículo que dez medalhas entre 2,5 mil queijos avaliados é um número expressivo, ainda mais porque o projeto de fortalecimento das queijarias artesanais é recente no município.

Secretário municipal de Agricultura, Celso Doliveira disse que o avanço das agroindústrias familiares se traduz em renda para o pequeno produtor, com acesso a mercados maiores do que os que ele alcançaria sozinho.

Do lado de quem recebeu o selo, Rodrigo Oliveira, da Agroindústria Oliveira, contou ao G+ Notícias que a secretaria acompanhou etapas do processo com apoio técnico, equipamentos e assistência veterinária, e que a certificação abre caminho para novos clientes fora da cidade.

O selo não olha só para a fábrica. Márcia Zago, que chefia a regional da Adapar em Guarapuava, explicou que a certificação depende de um conjunto: a situação do município, a da agroindústria e a do produtor. A agência estadual acompanha também a saúde do rebanho que fornece o leite.

Entre as exigências estão rebanho regularizado, cadastro atualizado, vacinação contra brucelose e exames que atestem a ausência de brucelose e de tuberculose nos animais.

O caminho até a prateleira, portanto, começa antes da fabricação: passa pela qualidade do leite, pela estrutura da propriedade e pelo acompanhamento técnico. É esse conjunto que sustenta as medalhas e o selo.

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