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Conselho de Cultura de Guarapuava passa a 28 cadeiras e elege representantes

A votação por segmento artístico aconteceu no Teatro Municipal Marina Karam Primak e definiu quem ocupa metade do colegiado, reservada à sociedade civil, no biênio 2026-2028.

2 min de leitura
Imagem ilustrativa: Fileiras de poltronas vermelhas vazias em uma plateia de teatro
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Леонид / Pexels

Quem vai representar a música, o teatro e a dança nas decisões culturais de Guarapuava pelos próximos dois anos já está definido. A eleição aconteceu na segunda-feira, 31 de agosto, no Teatro Municipal Marina Karam Primak, durante a quarta conferência municipal do setor.

O colegiado escolhido é o Conselho Municipal de Cultura e Preservação do Patrimônio Histórico, que tem caráter consultivo e deliberativo. Ele opina e delibera sobre políticas públicas de cultura, artes, memória e proteção do patrimônio da cidade.

A eleição veio depois de uma mudança na estrutura do colegiado. A ampliação foi feita pela Lei Municipal nº 4.152/2026. Sancionada no mês passado, ela elevou para 28 o total de cadeiras, divididas ao meio: 14 ficam com o poder público e 14 com a sociedade civil e os grupos artísticos.

Essa metade não pertence a um grupo só. Ela se reparte entre instituições e entre as linguagens artísticas: música, teatro, dança, literatura e leitura, artes visuais e audiovisual, manifestações populares e étnicas, além do patrimônio em suas formas material e imaterial.

No dia da votação, os participantes foram divididos conforme o segmento de cada um, e cada grupo escolheu quem o representa. O encontro juntou no mesmo espaço o poder público, instituições, agentes culturais e artistas da cidade, segundo o relato publicado pelo G+ Notícias.

A secretária de Cultura, Rossana Campello Manfredini, disse ao mesmo veículo que falar de cultura é falar da identidade da cidade, e destacou o fato de cada cadeira ter sido preenchida por voto dos próprios segmentos, reunidos no teatro municipal.

Enquanto os votos eram apurados, o público assistiu a uma palestra de Fernando Cordeiro, que preside o Fórum dos Gestores de Cultura do Paraná. O tema foi o lado econômico do setor: emprego, renda, empreendedorismo e economia criativa.

Em declarações divulgadas pelo G+ Notícias, Cordeiro afirmou que boa parte das pessoas produz e consome cultura sem se enxergar dentro dela, e citou o artesão que não se reconhece como parte desse mercado. Para ele, quem trabalha com arte precisa tratar o próprio fazer como atividade econômica, o que é uma forma de reforçar a economia do município.

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