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Como a Cidade dos Lagos saiu de uma área de eucaliptos em Guarapuava

O bairro planejado completou 12 anos em 9 de setembro. Ele começou numa conversa entre dois empresários dentro de um reflorestamento e foi desenhado com avenidas de 33 metros.

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Imagem ilustrativa: Vista aérea de um bairro residencial com avenida central e rotatória arborizada
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Rodolfo Gaion / Pexels

Onde hoje há hospital, universidade, comércio e prédios residenciais em Guarapuava havia eucalipto plantado. A Cidade dos Lagos completou 12 anos na quarta-feira, 9 de setembro, e a origem do bairro está numa área de reflorestamento.

Dois empresários estão na base da história: Odacir Antonelli e Vilso Dubena. O primeiro trabalhara com comércio, máquinas agrícolas e reflorestamento antes de firmar-se no setor florestal. O segundo veio de bebidas, distribuição, gás e tecnologia.

Foi o plantio de árvores que aproximou os dois. Antonelli tinha áreas para florestar e Dubena conhecia o eucalipto. Numa dessas áreas, conforme relato publicado pelo G+ Notícias, Dubena perguntou por que plantar árvores num terreno com aquele potencial urbano. A resposta foi que aquele era o uso possível naquele momento, mas que a ideia futura era um loteamento diferente do que se fazia.

Quando decidiram tocar o projeto, procuraram empresas especializadas e viram modelos de loteamento usados em outras regiões. Nenhum correspondia ao que tinham em mente, que não era abrir ruas, dividir lotes, vender e encerrar.

Essa escolha aparece no desenho do bairro. Em vez de ruas de largura comum, o plano previu avenidas de 33 metros, rotatórias grandes, parques lineares amplos, áreas verdes e espaços de convivência, dimensionados para o crescimento futuro e não só para a demanda daquele ano.

O conceito ganhou contorno entre 2011 e 2012, quando estudos sobre bairros planejados definiram os eixos do projeto: educação, saúde, segurança, geração de emprego, meio ambiente, conhecimento e inclusão. Tecnologia e inovação entraram na lista depois.

Doze anos adiante, a área reúne moradia, hospitais, escolas e faculdades, comércio, serviços, espaços de lazer e empreendimentos corporativos. O Cilla Tech Park acrescentou um eixo próprio, com empresas, universidades, startups e pesquisa.

A ocupação não se concentrou numa só faixa de renda: há empreendimentos ligados ao Minha Casa Minha Vida e também imóveis de alto padrão dentro do mesmo território.

Em declarações divulgadas pelo G+ Notícias, Antonelli disse que a intenção desde o início era criar um lugar capaz de crescer junto com Guarapuava e permanecer para as gerações seguintes. Dubena afirmou que o projeto não foi pensado para se esgotar em cinco ou dez anos e que o que se constrói agora precisa fazer sentido daqui a 20 ou 30 anos. Filhos das duas famílias já estão envolvidos com o bairro.

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