Obras sobre o mar e o Mineirão dividem passagem da Bienal no MON
Fabianna Gabas Kallas e Froiid expõem trabalhos de grandes dimensões entre a Sala da África e a Sala 1; instalação usa mais de 50 horas de gravações de torcidas organizadas.
Mais de 50 horas de sons de torcidas organizadas alimentam uma instalação de Froiid na 16ª Bienal Internacional de Curitiba. O trabalho representa o Estádio Mineirão em uma estrutura que vibra e está exposto no Museu Oscar Niemeyer.
A obra, intitulada O pombo que escapa ao morcego, ocupa a passagem que liga a Sala da África à Sala 1. Nesse mesmo espaço, o público encontra Seascape, de Fabianna Gabas Kallas. Os dois trabalhos têm grandes dimensões, mas empregam materiais e formas diferentes.
Fabianna, nascida em Catanduva, no interior paulista, criou em 2026 uma composição com tinta acrílica aplicada a tecido e madeira. A superfície azul apresenta o oceano dividido em fragmentos, em uma organização semelhante à de um mosaico.
Já Froiid, artista mineiro, trabalha com volume, movimento e registros sonoros. O estádio aparece como estrutura física acionada pelas gravações de torcedores.
As obras integram a edição intitulada LIMIARES, cuja curadoria é assinada por Adriana Almada e Tereza Arruda. A passagem entre as salas funciona, assim, também como espaço expositivo para esses dois trabalhos.
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