Ex-policial federal é julgado por ataque a posto que matou fotógrafo
Ronaldo Massuia Silva responde por homicídio e por sete tentativas em Curitiba; a sessão do Tribunal do Júri começou na quarta e deve se encerrar nesta sexta-feira.
Está em curso em Curitiba o julgamento de Ronaldo Massuia Silva, ex-policial federal acusado de atirar contra clientes de uma loja de conveniência no Cristo Rei. A sessão do Tribunal do Júri começou na quarta-feira (9) e está marcada para durar até esta sexta (11).
O caso é de 1º de maio de 2022. Por volta das 23h45, houve uma sequência de disparos dentro e fora da loja, num posto de combustíveis da Rua Sete de Setembro. Morreu o fotógrafo André Munir Fritoli, de 32 anos. Outras pessoas ficaram feridas.
O réu está preso desde a data do crime. A denúncia do Ministério Público do Paraná imputa a ele homicídio triplamente qualificado e sete tentativas de homicídio, também triplamente qualificadas. As três qualificadoras: motivo fútil, perigo comum e o uso de um recurso que tirou das vítimas a chance de se defender.
Câmeras de segurança do posto registraram a ação, e as imagens integram o processo.
A família do fotógrafo é assistida pelos advogados Eduardo Perine e Elias Mattar Assad. Em entrevista ao Bem Paraná, Perine disse esperar que o conselho de sentença reconheça a autoria e a materialidade e condene o acusado nos termos exatos da denúncia.
Ao mesmo veículo, o advogado explicou que a duração de três dias se deve à complexidade do caso, com várias vítimas e testemunhas de acusação e de defesa, e projetou o encerramento para a tarde de sexta-feira.
O julgamento chegou a ser marcado para fevereiro e acabou adiado.
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