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Espetáculo Cão Vadio cumpre temporada com apresentações gratuitas em Curitiba

Montagem da Ave Lola, com direção de Ana Rosa Genari Tezza, ocupa o Teatro José Maria Santos até 20 de setembro, com sessões em Libras e conversas com a plateia.

atualizado em 11/09, 01:16 2 min de leitura
Imagem ilustrativa: Fachada do Teatro José Maria Santos, em Curitiba
Foto: Parzeus / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

O espetáculo "Cão Vadio" cumpre em Curitiba uma temporada gratuita no Teatro José Maria Santos, na Rua Treze de Maio, no São Francisco, com sessões até 20 de setembro. A montagem é da companhia Ave Lola, com dramaturgia e direção de Ana Rosa Genari Tezza.

A passagem pela capital integra o projeto Teatro Itinerante: O Cão Vadio no Paraná, que depois leva o trabalho a Londrina e a Araucária. Antes de voltar à cidade, a peça já havia cumprido temporadas em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Toledo.

A história se passa na "borda do mundo", território ao mesmo tempo concreto e imaginário: para lá vão os que fogem, os que se escondem e os que foram empurrados por desastres da natureza ou tirados de casa à força. Fronteiras, migração, violência e intolerância aparecem nas trajetórias em cena, assim como a dificuldade de se comunicar entre mundos sociais diferentes.

O texto nasce de uma pesquisa da companhia sobre o realismo fantástico latino-americano e recorre a trechos de autores dessa tradição, entre eles García Márquez, Borges e Vargas Llosa, além de Shakespeare e Tchekhov.

São oito atores em cena, num trabalho que se apoia no corpo, no canto e na dança, com o espaço cênico mudando o tempo todo. A linguagem do cabaré domina a encenação, em diálogo com festejos de diferentes culturas do continente. Arthur Jaime e Breno Monte Serrat tocam ao vivo a trilha, de raiz latino-americana.

Ao Me Gusta Curitiba, Ana Rosa Genari Tezza disse que a dramaturgia é complexa, mas conduz o público a uma realidade fantástica própria da América Latina, com sua vibração, seus festejos e também suas contradições. Para a diretora, o espetáculo celebra e resiste ao mesmo tempo, e a intenção é que o espectador saia da sala com perguntas.

A temporada tem ações de acesso. As sessões de 11 e 12 de setembro contam com tradução para Libras, e as de 10, 16 e 17 são seguidas de bate-papo com a equipe artística.

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