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Espaço Paulo Leminski faz um ano com duas obras novas no Parque Jaime Lerner

O memorial anexo à Pedreira recebeu cerca de 550 mil visitantes desde a abertura e ganhou um mural assinado por André Coelho e um banco criado por Welison Santos.

2 min de leitura
Imagem ilustrativa: Pedreira Paulo Leminski
Foto: Gustavo L. Simianer Procat from Curitiba - PR, Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Espaço Paulo Leminski completou um ano de funcionamento e marcou a data com duas peças inéditas incorporadas ao acervo. O memorial fica no Parque Jaime Lerner, ao lado da Pedreira que leva o nome do poeta, e reúne a trajetória de Leminski na literatura, na música e na vida pública da cidade.

Desde a abertura, o espaço recebeu cerca de 550 mil visitantes, segundo o portal Me Gusta Curitiba.

Um mural e um banco

A primeira das novas peças é o mural "(in)Vento na Parede", criado por André Coelho, que trabalha como ator, artista visual, designer gráfico e ilustrador. A proposta parte da própria escrita do poeta para representá-lo.

Ao Me Gusta Curitiba, Coelho contou que teve liberdade para desenvolver o desenho, com uma única condição: partir de um poema que ainda não estivesse na exposição. Ele disse que o primeiro texto que encontrou ao abrir a antologia completa de Leminski trazia justamente a imagem de uma parede e de um vento sobre as palavras, o que dialogava tanto com o suporte físico da obra, uma parede suspensa, quanto com o seu próprio traço, feito de linhas orgânicas em movimento.

A segunda peça é o "Banco Bigode", de Welison Santos, do Anima Studio, que desenvolve mobiliário e design autoral brasileiro a partir da relação entre função, arte, memória e identidade cultural. Também ao portal, Santos afirmou que o desenho procura manter viva a conversa entre o poeta, a cidade e o público, criando uma nova forma de interação para quem visita o memorial pela primeira vez e para quem volta.

Presidente do Instituto Paulo Leminski, Áurea Leminski avaliou, na mesma publicação, que o mural nasceu do desejo de trazer mais movimento à exposição, misturando imagem, palavra e poesia, e tratando o vento como algo que passa, permanece e se transforma.

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