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Espetáculo Drolmas recria o mito de Medusa em temporada gratuita

Com Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha, a peça dirigida por Giorgia Conceição fica em cartaz de 17 de setembro a 4 de outubro no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta, no Rebouças.

2 min de leitura
Imagem ilustrativa: Close-up de uma escultura em alto-relevo detalhada apresentando a cabeça de Medusa em pedra.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Engin Akyurt / Pexels
Quando: 17 de September de 2026
Onde: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta

A temporada de "Drolmas" vai de 17 de setembro a 4 de outubro, com entrada gratuita. As sessões acontecem no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta, no bairro Rebouças, endereço que fica na Rua Lamenha Lins, 1429.

A peça pega o mito grego pelo avesso: Medusa não veio ao mundo como monstro, virou um. Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha interpretam as três górgonas, Medusa, Euríale e Esteno, num texto que aproxima a mitologia da Grécia a elementos do budismo tibetano e a referências que vêm da cultura popular daqui.

O título nasce dessa mistura: Drolma é um nome tibetano associado à face feminina do Buda. A ideia de alguém que procura a iluminação num corpo de mulher encontra, na montagem, as histórias de mulheres responsabilizadas pelo que sofreram, caladas ou tratadas como monstro.

O percurso das irmãs é dividido em três etapas, batizadas de lodo, caule e lótus, da lama até a flor. Silenciamento e violência estão no centro, ao lado do desejo, do envelhecer e da possibilidade de mudar.

A dramaturgia é de Samara Rocha, que idealizou o projeto e também atua. Ao Bem Paraná e ao Me Gusta Curitiba, ela contou que muitas mulheres participaram da construção da obra e que cada encontro deixou uma marca. O trabalho nasceu em 2022, de reuniões entre artistas, e o texto passou por leituras, conversas e ensaios até chegar à versão que estreia.

Na direção, Giorgia Conceição usa o repertório que pesquisa há anos: burlesco, vaudeville, teatro de variedades. Daí o formato, em que as atrizes cantam, dançam e quase não param em cena, e a montagem acaba próxima de uma opereta. Aos mesmos veículos, a diretora disse que buscou um espetáculo sedutor apesar do peso do assunto, com uma referência estética diferente a cada cena.

A direção musical é de Edith de Camargo. Entram na trilha composições próprias, releituras, marchinhas de carnaval e a gravação de "Cantoras do Rádio" na voz de Carmen e Aurora Miranda.

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