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Registros de candidaturas caem para 20,5 mil no TSE com predomínio de perfil tradicional

Total de concorrentes encolheu em 8,7 mil inscritos em relação ao pleito de 2022 após alterações nas regras partidárias, mantendo disparidade de escolaridade frente aos eleitores.

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Imagem ilustrativa: Congresso Nacional do Brasil com céu limpo ao fundo na paisagem arquitetônica de Brasília.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: João Pavese / Pexels

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizou aproximadamente 20.500 pedidos de registro de candidaturas para os cargos em disputa nas eleições gerais de 2026. O volume representa uma retração de 8,7 mil concorrentes em comparação com as eleições de 2022, de acordo com levantamento divulgado pelo portal Hoje Centro Sul a partir do banco de dados oficial da corte eleitoral.

As estatísticas consolidadas revelam que o padrão sociodemográfico predominante na política nacional permaneceu estável. O perfil hegemônico dos postulantes é composto por homens (65%), brancos (48,7%), casados (50%) e com idade concentrada entre 45 e 54 anos. O levantamento expõe um descompasso acentuado no nível de escolaridade: enquanto 58,5% dos candidatos possuem diploma de ensino superior completo e 69% chegaram a ingressar em faculdades, menos de 12% dos eleitores brasileiros concluíram uma graduação universitária.

Ao portal Hoje Centro Sul, o cientista político Celso Fernandes, integrante da Associação Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP), avaliou que o encolhimento no número de competidores decorre de transformações institucionais promovidas pelo próprio sistema político. Conforme explicou o pesquisador ao veículo de imprensa, pesaram diretamente a limitação legal de registros permitidos por legenda pela Lei nº 14.211/2021, o endurecimento progressivo da cláusula de barreira estipulada pela Emenda Constitucional nº 97/2017 e a consolidação das federações partidárias criadas pela Lei nº 14.208/2021, que obrigam grupos aliados a atuarem como bancada unitária por no mínimo quatro anos.

O diagnóstico demográfico mostra ainda que o eleitorado do país segue em processo contínuo de transição etária. Os votantes com 60 anos ou mais já somam 23,6% do total de inscritos na Justiça Eleitoral, superando o grupo de jovens com até 30 anos, que corresponde a 21,55% das urnas. Na Região Sul, onde a proporção de eleitores idosos é a mais expressiva do território nacional, registrou-se a maior taxa de jovens disputando mandatos, com 11,5% dos candidatos abaixo dos 35 anos.

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