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Agência dos EUA eleva a 97% a probabilidade de El Niño acima de 2°C

A Noaa vê 75% de risco de um evento sem paralelo desde 1950 no trimestre que começa em outubro, e já atribui ao fenômeno a seca na Indonésia e as chuvas de julho no Rio Grande do Sul.

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Imagem ilustrativa: Solo seco e rachado, com pouquíssima vegetação, imagem associada à seca.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: icon0 com / Pexels

A agência climática dos Estados Unidos passou a estimar em 97% a probabilidade de o El Niño alcançar o degrau mais alto da escala já no começo da primavera, no fim de setembro. Um mês antes, a mesma projeção era de 93%.

A atualização saiu na quinta-feira (10) e é da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, a Noaa, conforme reportagem da Folhapress. O órgão também calcula em 93% a chance de a água do Pacífico equatorial seguir muito quente até janeiro, cenário que vem sendo apelidado de Super El Niño.

Esse degrau tem definição numérica. Passando de 2°C acima da média, a anomalia na superfície do Pacífico classifica o fenômeno como muito forte. Entre 1,5°C e 2°C ele é forte; de 1°C a 1,5°C, moderado; e de 0,5°C a 1°C, fraco.

No comunicado, a Noaa afirma que a intensificação deve continuar até o fim do ano e atribui 75% de probabilidade a um evento histórico entre outubro e dezembro, capaz de superar tudo o que foi medido desde 1950. A própria agência pondera que uma magnitude dessas aumenta a chance de efeitos típicos do fenômeno, sem garantir que eles ocorram nem que sejam mais severos que o normal.

O El Niño começou em junho e consiste no aquecimento das águas do Pacífico sobre a linha do Equador, perto da costa peruana. É o oposto da La Niña, quando a mesma faixa de oceano esfria.

Os efeitos já aparecem em vários pontos do planeta. A Indonésia enfrenta seca extrema, que alimenta incêndios florestais e cobre o país de fumaça. O Canal do Panamá reduziu o tráfego de navios porque baixaram os lagos artificiais de Gatún e Alhajuela, que o abastecem com água de chuva. E no fim de julho as chuvas fortes no Rio Grande do Sul tiraram milhares de pessoas de casa no Vale do Taquari, região já devastada pela enchente de 2024.

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